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 A BOLA DA VEZ É O WHATSAPP








Por incrível que possa parecer fazer uma ligação nos dias de hoje é coisa do passado!Para tratar de assuntos de maneira rápida, usamos muito a ferramenta whatsapp. Digamos que seria mais uma forma de comunicação entre os humanos.
Quando falamos de comunicação, não podemos deixar de fazer um link direto com o mundo coorporativo. Uma vez que as empresas estão usando cada fez mais a ferramenta em prol da objetividade e do tempo.

No ambiente de trabalho, a criação de grupos entre áreas,  funções e projetos acontece para que os envolvidos possam otimizar a comunicação entre eles, correto?Então dessa forma, todo cuidado é pouco, pois temos a sensação de que  quando digitamos o processo é diferente de quando falamos presencialmente. E isso não é verdade, pois nos grupos,  precisamos manter a mesma postura de como estivéssemos na frente de todas essas pessoas. Lembrando que os grupos podem ser formados de pares e superiores hierárquicos como supervisores, coordenadores e gerentes. Por isso, atenção redobrada com a forma com a qual vai se manifestar.

Nada de fotos pessoais, mesmo que seja para compartilhar um momento bom, ou uma conquista. Estamos em um grupo de trabalho. Mensagens de bom dia, bom final de semana com bichinhos coloridos também podem não ser uma boa opção nesse tipo de grupo. Gírias, palavrões, elogios e puxões de orelha pode ser uma grande armadilha uma vez que temos várias pessoas que talvez não precisassem estar envolvidas nesse momento.

Antigamente o peixe morria pela boca, mas hoje ele corre um grande risco de ser pego pela ponta dos dedos...
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SEJA VOCÊ O SEU PROPÓSITO

Todas as vezes que penso em propósito, penso em vida. Em ser o que somos e sermos capazes de mudar. Trabalhando com gente grande parte da minha vida, sempre escuto dentro das organizações a respeito da falta de reconhecimento. Pessoas se desmotivando o tempo todo porque não são reconhecidas pelo que fazem ou pelos resultados que alcançam.
Esperar reconhecimento tende a ser extremamente doloroso, uma vez que nunca sabemos como os outros vêem, sentem ou a própria capacidade que se possa ter de avaliar. Às vezes, esperamos ouro de quem só tem para dar ferro. Não por que não querem, mas porque não têm nada melhor para dar.
Dessa forma, o melhor caminho é se conhecer bem. Saber cada vez mais sobre si mesmo. Pontos fortes e pontos de melhoria, para que os primeiros sejam reforçados e os outros “controlados”! Quando a gente se conhece somos capazes de saber a verdade sobre nós. Nos sentimos seguros e prontos para buscar melhoria naquilo que temos a certeza que precisamos e não aquilo que um olhar vazio e perdido esteja julgando.

Crie e fortaleça a sua marca. Deixe o seu legado por onde passar, marcando as pessoas com tudo que tiver de melhor. Cuide de si. Busque forças para se superar e jamais sentirá necessidade de reconhecimento.
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OLHE ATRÁS DA PORTA


Existem memórias que nunca se vão. Algumas nos marcam de maneira negativa e outras tantas de maneira positiva. E uma dessas memórias deliciosas que sempre esteve em mim, é a obra de Lia Neiva chamada Não olhe atrás da porta. Literatura infanto - juvenil de primeira linha. Uma obra instigante e convidativa que trouxe comigo até hoje.
Todas as vezes que me deparo com algo novo, lá está ela: a porta! E eu do lado de cá, pensando sobre o que pode haver do outro lado, como fazer para abri la. Medo, insegurança e, às vezes , desânimo se aproximam, mas eu sei que para seguir preciso olhar atrás da porta.
Esse convite na vida de quem lida com gente é constante, pois nada é exato, com métricas seguras. Dois mais dois, para quem faz gestão de pessoas pode variar de 0 a 1 milhão! O resultado menos provável seria 04. E é exatamente isso que torna a área fascinante, uma verdadeira missão.
Pessoas são alma, ações, pensamentos, atitudes e também a falta delas. Se alguém for capaz de mensurar o ser humano em todas as suas limitações pode ser considerado “o cara” do século. Gente é problema e resolução. Tristeza e alegria. Oportunidade e Beco sem saída. Contudo, em toda sua essência é ciência para quem é de verdade. Para quem sabe saborear humildade, resiliência, transparência.

Então, para quem vive de gente, a disponibilidade de olhar sempre atrás da porta é imprescindível para busca do além do que vemos e sentimos. A missão do profissional de gente poderia ser, dentre tantas, ser capaz de influenciar de maneira positiva outras pessoas de maneira justa e coerente.
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RH NÃO SE FAZ SOZINHO


Nesses anos todos dedicados à arte auxiliar as organizações nos processos relacionados à gestão de pessoas, tive a oportunidade de trabalhar de maneira multidisciplinar com              várias áreas. Sempre com propósito único de somar conhecimentos em busca de melhores resultados.
Mas como tudo na vida, pude viver experiências positivas (na maioria das vezes) e negativas. Quando tive a oportunidade de me deparar com profissionais de outras áreas, que não conheciam de fato o que um RH faz dentro de uma organização, fui capaz de transformar uma quase experiência negativa em aprendizado de primeira linha. E isso talvez não seja tão incomum, pois existem profissionais no mercado, que até hoje não sabem o papel que um RH precisa desenvolver dentro de uma empresa e o quanto essa área é responsável por gerar resultados consistentes. Até aí, tudo bem, pois “não saber” todo mundo está sujeito em algum momento da vida. O problema começa quando “não se quer saber”.

O RH é lugar de todos. Fazer a gestão de pessoas, não está na mão do profissional dessa área, mas de todos os gestores que compõem uma organização. O RH atua como um instrumento que apoia e articula ferramentas, transformando técnica em ação. Dessa forma, todo conhecimento é valido para a construção do saber. O RH se faz junto com o operacional, com o financeiro, compras, expedição, suprimentos, comercial, planejamento, marketing, contabilidade e todas as demais áreas. Todas as interfaces irão levar a organização ao seu crescimento. O conhecimento único ou a interface cheia de preconceitos, só trará vazios sem resultados. 
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DE ONDE EU VIM NÃO SEI, MAS SEI PARA ONDE QUERO IR!


Tive a grata oportunidade de participar do programa trainee de um grande grupo mundial. A duração total do mesmo seria de 04 meses, onde eu e mais 03 profissionais passaríamos por todas as etapas de treinamento do grupo, conhecendo na teoria e na prática por todos os procedimentos. Um grande desafio que abracei com muita determinação após ser aprovada em processo seletivo bem específico.
Como de praxe em todos os processos seletivos, para a vaga existiam alguns pré-requisitos técnicos e comportamentais que os candidatos precisariam obrigatoriamente apresentar. Dentre esses pré-requisitos, os candidatos à vaga precisariam ter um tempo máximo de conclusão em curso superior, independente da área e do curso. Ao iniciar as atividades junto ao grupo, os aprovados passavam por duas ações todos os dias, divididas em períodos: uma parte do dia envolvidos em  estudo de material impresso,manuais e  apostilas  e outra parte do tempo praticando na área o que foi estudado. Um método muito positivo de assimilação de conteúdo em pouco tempo. Em alguns momentos junto ao grupo de já funcionários, sentia uma dose de hostilidade e resistência no olhar, falar e repassar as informações de maneira clara e objetiva. Não eram todos, mas alguns. E no meio desses, estava um em particular extremamente mal humorado e mal educado em suas abordagens. A principio cheguei a pensar que pudesse ser algo pontual, algum problema pessoal que estivesse sendo administrando de uma maneira equivocada junto aos novos integrantes. Mas essa suspeita caiu por terra no momento em que essa pessoa, se referindo a mim aos gritos, no meio da empresa dizia: “não admito isso”! Vocês chegam aqui e são preparados para a função de gerentes só por que têm um maldito curso superior! Eu, que dou tudo de mim e que vim de baixo, não tenho oportunidade. Absurdo! E saiu muito revoltado da minha presença.

Uma experiência inicialmente negativa, pois a impressão que tive seria de estar me apropriando indevidamente de um lugar que não poderia ser ocupado por mim. Mas segundos depois, retomei o pensamento e pude transformar esse momento em conhecimento. Primeiro, aprendi que bradar de maneira mal educada na frente de todos é extremamente desnecessário. Segundo, que não é um curso superior que determina de onde você vem ou para onde você vai. Não é uma graduação que te faz melhor. Claro que agrega muito, mas a construção de nossa escada depende muito de nós mesmos. De nossa dedicação, de nosso comportamento e ações. Depende do que somos e de nossa capacidade de expressar tudo isso da melhor forma. Terceiro, passei a desejar e me empenhar cada vez mais na construção de meus degraus, para que sejam sólidos e possam me conduzir aonde desejo chegar.
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Olhos abertos


Essa história começa com muitos quilômetros rodados. Parte da equipe de Gente e gestão da empresa que trabalhava na época estava no aeroporto no Rio de Janeiro, a espera de um voo para uma cidade em Minas Gerais, com objetivo de finalizar um processo de recrutamento e seleção muito específico. Eu e mais duas outras profissionais nos preparávamos para 03 dias de trabalho intenso. E isso sem contar na expectativa do voo, que tira a gente do sério! Iríamos do Rio de Janeiro para Belo Horizonte e em seguida mais um voo para cidade proposta.
Enquanto aguardávamos a partida para Rio de Janeiro, meu telefone toca e o número chamado é o da empresa. Atendo e fico alguns minutos calada e um tanto assustada. E isso acabou gerando ansiedade nas outras duas profissionais que estavam comigo. O que houve? O que aconteceu? Fala! Diziam as duas já nervosas. E eu ainda na linha com outra pessoa da empresa. A notícia era de fato surpreendente, pois não gerente administrativo da unidade, com muitos anos de casa acabava de ser demitido e era o referencial de trabalho da equipe. Uma pessoa muito querida e um profissional muito respeitado por todos. O que poderia ter acontecido? A equipe quase toda em viagem (compras estava fora em um evento específico RH, DP, Medicina do trabalho) e acontece uma demissão completamente inesperada. Pedi um minuto à pessoa do outro lado da linha informações que acabava de receber, para tentar tranquilizá-las um pouco (como se isso fosse possível). Em seguida voltei a falar ao telefone para saber mais detalhes sobre o ocorrido. E recebi novamente mais notícias difíceis:
- Olha Flávia a demissão é fato e até já temos outra gerente.
Deus do céu! Já tínhamos outra gerente? Como assim? Parecia tática de guerra! E para nosso espanto inicial seria uma mulher. Até que este ponto não avaliamos como negativo, pois ter uma mulher na gestão é uma excelente ideia! Mas seria tudo muito novo para nós e como estávamos distante, só entenderíamos melhor após retorno de nossa missão.
Eu ainda estava na linha, pronta para me despedir e embarcar, quando a pessoa do outro lado pediu que eu ainda não desligasse. Ainda tinha mais uma notícia para passar para mim. E essa era de fato para meu conhecimento.
- Flávia, está preparada?
Meu coração, já que batia forte, quase parou de bater. O que seria essa bendita notícia tão exclusiva para mim?
- Além de tudo, disse a pessoa do outro lado da linha, a gerente é japonesa!
Para tudo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não poderia acreditar. Além da sensação de perda, associada à mudança radical, ainda seria uma japonesa? Sempre tive muito preconceito em relação ao povo japonês e quem me conhece sabe muito bem disso. Sempre achei um povo muito estranho, com costumes quase irreais de aplicabilidade em vida. Um povo resignado, forte, sereno e cheio de objetivos. Que cuida da alma, do meio onde vivem e respeitam e muito ao próximo.

E foi através dessa oportunidade de convivência, que minha ficha caiu. Confesso que passei dias tensos, só imaginando como seria essa relação diária. Contudo o saldo foi positivo porque além de enxergar verdadeiramente a realidade passei a admirar este povo de olhos tão apertadinhos. 
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RH: Sentindo na Carne


Durante as semanas que antecedem ao carnaval, fiquei pensando em um post que pudesse estar relacionado ao tema.  Mas como encontrar uma relação entre RH e Carnaval? Vamos começar então pelo sentido do carnaval. Esse foi oficializado como uma festa que se realiza antes da Quaresma. Devido ao fato de que, no período seguinte, o católico não poderia comer carne, tudo seria consumido nos dias antecedentes, mesmo porque não existiam geladeiras para que pudessem guardá-la. Então, era uma espécie de “despedida da carne”. Em latim, a festa era chamada “carne vale”, que significa “adeus à carne”. Podemos definir, então, o carnaval como a festa da carne. E para quem faz RH, sentir na carne é procedimento diário.
Há algumas semanas atrás, pude viver mais uma grande ignorância em relação ao conhecimento que profissionais de outras áreas, afirmam ter sobre o RH nas empresas. Em reunião com um consultor de processos, quando fui dizer a ele como eu atuava e vivia o RH, o mesmo disse: “entendo, até porque RH tem que receber é muito chute na bunda mesmo, porque não vale nada”. No século que estamos, profissionais de Rh ainda se deparam  com seres que não apenas possuem esse tipo de pensamento, mas  também são capazes de  manifesta-los.A reunião continua e ele solta mais uma: “RH não trabalha para operacional, só para liderança”. Confesso que não me faltaram argumentos, mas com o tempo, junto com as rugas, adquirimos maturidade. E por uma conquista tão grande como essa, chego à conclusão que não valeria lançar pérolas a porcos. Silêncio é ouro!
 RH vai muito além de processos seletivos, dinâmicas e ações motivacionais. RH é conhecer gente e saber inseri-las muito bem em processos dentro de uma organização. É saber fazer resultado através de um  bem muito precioso para as empresas: as pessoas. Um RH não precisa de chute na bunda. Precisa de respeito e espaço para gerar (e muito) resultado. É na verdade, ainda uma área nova e que vem se transformando a cada dia. A empresa que abrir os olhos e deixar cair a máscara da ignorância verá. Mas para quem ainda está preso a conceitos distorcidos, ainda tem tempo de renovar a fantasia de Pierrot e Arlequim.  
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Quanto vale um título?

 

Há algumas semanas, reencontrei um velho conhecido que me trouxe uma colocação bem intrigante. Ele estava me contando sua história e últimas conquistas com muito pesar. Pois havia estudado muito tempo, realizado muitos investimentos em pós-graduações, especializações e, até mesmo mestrado. E frente a tudo isso, não havia tido em contrapartida, nenhuma vantagem ou retorno de todo investimento feito. Chegou à conclusão, que poderia ter um patrimônio relativamente grande nos dias atuais, mas que de fato, só acumulava insatisfações.
Essa afirmação me fez pensar muito sobre pessoas que investem muito em conhecimento. Lançam em seus currículos todos os títulos concluídos, com a certeza que os mesmos irão garantir atestado de eficiência e sucesso. Ledo engano!
Investir em conhecimento é fundamental para o crescimento profissional. Porém, não são eles quem abrem as portas e movimentam nosso sucesso profissional. Cada curso, cada graduação, especialização realizados irão somar sim a sua atuação junto às organizações, mas não fazem milagres.
Saber transformar toda teoria em prática e a prática em resultados é o caminho real para o sucesso. Ter a capacidade criativa de adaptar, cada página de livro lido, a realidade da equipe que faz parte, fará valer todo investimento feito. Caso contrário, á busca incessante por títulos resultará em perda de tempo, dinheiro e motivação.
Em caso de dúvidas, não abra mão da fórmula: Conhecimento + Habilidade + Atitude = Resultado.
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VISÃO ALÉM DO ALCANCE


   Início de ano tempo de refletir. Se bem, que todo tempo é tempo de reflexão, mas parece que o começo do ano incentiva mais essa prática. A sensação é que um ciclo de encerra e outro se inicia e para que essa passagem seja positiva, o objetivo passa a ser eliminar o que foi ruim e manter o que foi bom.O futuro vem ai e precisa ser cheio de possibilidades...

   Então, nada melhor que exercitar! Vamos usar esse novo tempo  para planejar como queremos nosso futuro. Para as situações que não estão favoráveis e nem tão pouco tranquilas, mudança imediata. Nada nessa vida justifica sustentarmos situações negativas. Se não está bom, hora de fazer diferente. Claro que mudar implica em riscos de todo tamanho, contudo, permanecer de forma indesejada, implica em prejuízos bem maiores. Pode acreditar!

   Todas as mudanças que aconteceram em minha vida, por iniciativa própria ou não, foram muito válidas para meu crescimento pessoal e profissional. Se tivesse ficada parada em qualquer uma das situações, não teria alcançado muitos objetivos incríveis. Por isso, como minhas raízes são móveis, toda vez que os indícios não são bons, bora partir. Seguir em frente!

   Para buscar essa coragem, o mais importante é saber o que se quer de verdade e traçar caminhos que possam até onde estão seus desejos. O que, Quando, Onde. Certo? Ai vocês diriam:  Flávia, onde está o Quem de seu plano de ação? Ixi, esse é o mais fácil e o mais difícil também, pois essa responsabilidade é unicamente minha. Por isso, se deseja mudança para sua vida, aproveite essa reta inicial do ano e faça acontecer. Mantenha os pés no presente e os olhos no futuro!
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SEJA AUTÊNTICO!


   Pense, fale, compre, beba, leia, vote, use, seja, ouça, diga! São tantos comandos diários que não percebemos, mas vamos deixando aos poucos de ser o que somos para nos tornarmos um rótulo. Um padrão estipulado a fim de atender as demandas de um mercado frenético. Fale inglês, more fora, faça uma especialização, acumule títulos para seu currículo. Tudo isso é muito importante, mas nada substitui a força avassaladora da autenticidade.
   O maior valor que uma pessoa pode ter é ser o que é. Por pressão em alcançar objetivos pessoais e profissionais, as influências parecem que vão dominando a maneira de ser e de expressar das pessoas, impedindo que elas sejam como são. Na verdade, em vez de se encontrarem, acabam se perdendo cada vez mais.
   É claro que bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém, mas nada mais confortável que se manifestar da forma como pensa, mostrando naquilo que acredita de fato. Sem ofender, sem ultrapassar os limites do outro. Mas se revelando para compreender e ser compreendido.
   Procure fazer por você, com base naquilo que você acredita, e não, em função do que os outros possam esperar de você. Seja o melhor que pode ser com base naquilo em suas crenças. Encarar um personagem o tempo todo, gera um trabalho e um desgaste desnecessário!
Seja o que você é: de bom ou não! Mas não deixe de ser em função apenas de um padrão ou modelo imposto. Nada mais belo do que a autenticidade.
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Pelos poderes de grayskull


  Nesses 16 anos atuando na área de RH, pude observar o quanto as pessoas se preparam para uma entrevista. Acredito que devam estudar mesmo para que possam dar as melhores respostas e conquistar a vaga ofertada. Normalmente as respostas são muito equilibradas, éticas e fundamentadas. Cada candidato é mais perfeito que o outro. Mas o que não falta nesse mundo é cursinho sobre como se comportar em um processo seletivo, ou como montar um currículo ideal e até mesmo que expressões ou gestos fazer para não comprometer sua avaliação. Entendo tudo isso como uma pós- graduação em mostrar aquilo que não é. E isso vale para todo profissional, inclusive os da área de RH. E eu mesma não poderia estar de fora dessa estatística. E, é essa a história da vez.
   Há anos atrás, participei de um processo seletivo para vaga de gerente de Recursos Humanos de uma empresa conceituada. Estava muito interessada em poder exercer a função e desenvolver as ações em um segmento muito especifico. Passei pela primeira, segunda, terceira etapas. Estava chegando a reta final e cada vez mais ansiosa por alcançar essa oportunidade.

   Estava sendo avaliada por uma consultoria de outro estado, especializada em processos seletivos para esse segmento. Era minha grande chance. Como qualquer outro candidato, resolvi, por conta própria, criar uma personagem perfeita para assumir a vaga. Uma gestora de RH precisa ser calma, serena, ponderada. Como digo por aí, “fiz a fina”. Tinha quase certeza de que iria arrasar! Na última etapa, como critério de desempate, a empresa contratante pediu telefone de contato de algum responsável pela empresa onde havia trabalho anteriormente na mesma função. A proposta seria pedir referências sobre o trabalho feito. Como havia alcançado bons resultados estava tranquila. Contudo, a empresa onde havia trabalhado fechou e os antigos donos se mudaram sem deixar rastro! Como iria fazer? Iria perder a oportunidade que tanto queria porque não tinha um contato. Tentei de tudo, quando consegui apenas de um dos gerentes. E justo aquele com quem eu havia tido um leve ruído. Um ruído que me fez tampar uma cadeira nele para que pudéssemos, a partir daí, construir uma relação de respeito. Estranho não é? Mas foi a pura verdade. Quase morrendo, passei o contato. Em menos de 10 minutos, meu telefone tocou e era ele: o gerente do ruído. Ele ria muito e me disse: “Recebi ligação pedindo referências de seu trabalho. Até aí tudo bem”, disse ele, “Super aprovo”. Mas a real necessidade de informação que a empresa precisava eu nem imaginava. Ele me disse que gostaram do meu perfil, mas me acharam muito pacata. A empresa contratante precisa de alguém de impacto para função e sabe o que aconteceu? O gerente me indicou com louvores e disse: ela pode parecer pacata, mas é de verdade o gato guerreiro! Fui contratada e muito feliz nessa empresa. 
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Treinamento é Desenvolvimento

    Essa história é para ganso nenhum botar defeito! Nessa época trabalhava a pouco tempo na área de RH e quase tudo era novidade. Confesso que tinha muito medo, mas tinha muita vontade... Lia muito, pesquisava novos métodos de realizar processos e queria muito aprender e compartilhar o que já sabia.

    Buscando uma oportunidade de trabalho, achei em um segmento de administração de condomínios. Mas o que um profissional de RH iria fazer em um segmento desses? Acabei encarando o desafio e realizando ações relacionadas e recrutamento, seleção, treinamento e ações motivacionais. É um ramo onde o que não faltam são pessoas. E não eram somente aquelas que formavam o quadro de funcionários da própria empresa, mas todos os funcionários pertencentes aos condomínios que ela administrava.

    E nossa história começa exatamente quando fui convocada a ministrar um treinamento para uma dessas equipes. Seria um grupo grande e estava super animada. Preparei material, slides, projeção e recursos que iriam envolver os participantes. Minha intenção era fazer o melhor. Tudo que estava ao meu alcance em relação a material para uso, os mais modernos no momento, eu havia disponibilizado. Tudo certo. Mas como não pode deixar de ser, as surpresas começaram. A primeira delas é que o condomínio era rural. Todos os recursos mais tecnológicos que havia preparado desceram rio abaixo em segundos “Pense rápido! ” Foi minha atitude. Tinha preparado alguns exercícios e atividades para o grupo e seria minha salvação. Falaria um pouco sobre conteúdo geral e partiria breve para as atividades. Santas atividades! E assim foi feito. No meio das atividades, vi que um senhor não se movia. Não escrevia, não participava como os demais. Tive a sensação inicial que não estava muito motivado para aquela ação. Estimulei, incentivei e nada. Estávamos trabalhando de forma tão divertida, cores, música, enfim, e ele não se movia.  Vem ai à segunda surpresa: era o vigia da noite do condomínio e era surdo. Jamais imaginaria. O novo desafio seria envolvê-lo nas atividades  “Pense rápido!  E tudo foi se resolvendo.

    Ufa! Por ora a história já poderia terminar certo? Errado! Surpresas precisam vir em número ímpar. Afinal de contas, ainda não falamos sobre os gansos. Quando estava na reta final do encontro, vi que as pessoas estavam se levantando muito abruptamente, e eu ainda não havia terminado o treinamento. “Que gente sem educação”, pensei. Que nada! Que gente esperta! Seria o certo. Um bando de gansos vinha na direção da varanda onde estávamos. Pararam, rosnaram (ganso rosna e tem dente) e mais uma vez: pense rápido! Cumprimentei os gansos, até porque gosto muito de falar com bichos, e pedi que ficassem quietinhos que já estaríamos terminando. E não é que deu certo? Nesse dia, tive um grupo bem misto e posso afirmar: treino até gansos se for preciso! 
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Gratidão: o combustível que faz viver!


     Refletir sobre gratidão é muito bonito e tranquilo. Viver gratidão exige muito do que somos e do realmente queremos para nossa vida. Um dia estava em uma palestra muito bacana, junto com outros profissionais da área, trocando experiências positivas sobre o que cada um ali já havia vivido atuando como profissional de Recursos Humanos. Em um determinado momento, o assunto foi sendo enfatizado pelos participantes que afirmavam o pouco envolvimento dos funcionários de diversas empresas com o trabalho que desenvolviam. Afirmavam que na maioria dos casos, faziam pouco e não tinham a menor intenção de estabelecer um envolvimento real com os objetivos da empresa onde trabalhavam.
     Nesse momento assumi a palavra e revelei minha indignação: como as pessoas não se envolvem com aquilo que se propuseram a fazer? Sei que acontece, mas não aceito. Quem sabe o que faz e gosta de fazer busca cada vez mais informações, se dedica cada vez mais e, claro, gera mais resultado. Novamente tudo começa quando sabemos o que estamos fazendo. Não vale qualquer emprego, qualquer oportunidade. Ninguém é qualquer profissional. Quando se tem um objetivo na vida, tudo passa ter sentido. E se tem sentido, tem envolvimento para alcançar o que se está buscando.
     Quase tudo que tenho hoje veio através do meu trabalho. Isso inclui bens materiais e não materiais. O que visto o que como, como vivo, o acesso à cultura, todo meu desenvolvimento pessoal e profissional. Bens que não podemos mensurar, como amigos queridos e verdadeiros. Por onde passei trabalhando, plantei uma semente para gerar bons frutos. E tudo que se planta é colhido e acaba traduzindo aquilo que somos. Se me perguntar se foi fácil, vou dizer: claro que não! E que continue não sendo... mas se me perguntar se valeu a pena: claro que sim! E que continue valendo...! 
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RH: Luz, câmera, ação!


     Quando assistimos a um filme, a um espetáculo teatral ou a uma cena de novela, por mais que tenhamos certeza que para todo aquele resultado visto, tenha havido muita preparação e dedicação, não temos noção de 10% de todo investimento feito para que se alcançasse o resultado final.
Durante um curto tempo em minha vida, me dediquei ao teatro em busca de melhorar minha postura, fala e concentração. A intenção nunca havia sido me tornar uma atriz ou seguir uma carreira, mas sim, buscar aperfeiçoamento através de novas técnicas para um melhor desempenho na minha área de atuação. E foi nesse tempo em que pude ter certeza da intensidade dos bastidores. Leitura de texto, exercícios corporais, muitos ensaios, preparação vocal, iluminação, figurino, trilha sonora, divulgação. Ufa! Muita coisa para que todo elenco estivesse pronto no dia e na hora para apresentação do espetáculo. A partir daí, tive a certeza que nada nasce pronto e que para que se atinjam níveis próximos da perfeição é necessária muita dedicação.

     E o “era uma vez” dessa história começa exatamente assim. Quando eu trabalhava para uma empresa no segmento de hotelaria, pude viver a experiência sobre essa teoria. Para se fazer RH de verdade, é necessário muito envolvimento com o segmento que atuamos. Entender sobre os processos, os produtos, a cultura. Para fazer gestão das pessoas, é fundamental conhecer a fundo sobre o negócio, pois caso contrário, o RH só será de fato mais um setor na empresa, atuando como cereja do bolo e não como ingrediente primordial para os resultados. A hotelaria favorece muito para esse aprendizado, uma vez que os gerentes de área fazem plantões aos finais de semana, se responsabilizando por toda operação do hotel.

     E foi em um desses plantões que recebi pelo rádio um chamado para atender a um problema na garagem do hotel. E quando cheguei ao setor, não imaginava o tamanho do problema: o manobrista havia descumprido um procedimento e causado danos em dois veículos de hóspedes distintos. Um deles entregou o cartão da empresa e pediu que o hotel fizesse contato no início da semana para que os reparos fossem realizados e ressarcidos. Até ai, excelente! Ou não, pois às vezes, problemas fáceis demais não geram oportunidades. E então, o outro hóspede chegou na garagem e quando viu o veículo dele com a parte frontal amassada, a placa totalmente danificada, a sensação que tive foi que ele iria, no mínimo, me bater. Muito nervoso me ofendeu muito e exigiu uma solução em 5 minutos (claro que ele mesmo disse o que queria que fosse feito). E a ordem foi atendida. Nos dias que seguiram estive em contato direto com esse hóspede para resolver por completo o problema gerado durante meu plantão.

     Com o fim da hospedagem dele, parecia que a relação estava encerrada. Ledo engano, pois estava apenas começando. Esse hóspede era diretor de expansão de uma grande empresa e ninguém sabia. Quando nosso comercial foi visitar a empresa na cidade sede dela, esse diretor teve como decisão, pelo atendimento dado a ele, fechar toda hospedagem da equipe com o hotel. E se vocês pensam que a história termina aqui, outro engano. Alguns meses mais tarde, esse diretor me fez um convite irrecusável para minha vida profissional. Uma chance única, daquelas que iriam demorar uns 100 anos para acontecer de novo. E tudo isso porque estava apenas fazendo o meu melhor, independente para quem. Estava de fato, colocando em prática toda preparação do bastidor. Fazendo com que a qualidade do meu trabalho fosse ator principal. Estar preparado é fundamental. Acreditar no que se faz também e fazer bem feito sempre são sinônimos de conquistas! Seja o melhor de si e verá isso.
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RH: Periculosidade ou Insalubridade?


Em um momento de minha vida profissional decidi aceitar um desafio novo e muito grande. Tudo estava muito bem como estava, não havia necessidade de mudanças. Mas, sabe quando uma oportunidade surge e sabemos que não teremos outra igual? Era hora de partir.
Assim, começou uma história nova. Novos personagens, novos temas e muito aprendizado. No início, tudo parecia muito difícil. Pensava que não iria me adaptar. Um universo completamente desconhecido e eu tinha pouco tempo para aprender tudo e apresentar resultados.
A forma de vestir, de pensar, de se expressar tinha que ser diferente de tudo que já tinha vivido. Fazer RH é uma mágica! Uma deliciosa mágica. Uma reinvenção diária, que exige muito do profissional da área, o que para mim é o melhor. Contudo, quando as coisas pareciam estar entrando nos eixos, o gestor responsável pela empresa me chama para ir até o local onde ele trabalhava. Como era um canteiro de obras, as equipes trabalhavam em contêineres, e a “sala” desse gestor era um deles.
Atendi prontamente a solicitação. Bati na porta e pedi licença para entrar, respeitando todo protocolo exigido (mesmo estando em terras íngremes e solo árido). Ao entrar, já tive a primeira surpresa: ele levantou e trancou a porta com chave. Pensei: meu Deus! Esse sujeito tem perfil complicado de gestão (até essa história, muitos capítulos ainda serão escritos), o que irá fazer ou falar que precisa de tranca na porta? Tenho uma amiga muito querida que sempre diz : “nada é tão ruim que não possa piorar”, pois não é que piorou? Esse “gestor” começou a falar comigo em voz alta, gritando, muito agitado por algum problema que havia acontecido entre ele a direção (o qual eu não tinha absolutamente nada a ver). Chegou ao ponto de levantar da cadeira e começar a bater na mesa e nas paredes. Foi aí que pensei: Vou ser agredida por um superior hierárquico, no meio desse “deserto”. Como vou reagir? Meu plano seria, após ser agredida, pegar minha bolsa, sair caminhando pela BR até chegar em casa. E lógico, refletindo muito sobre como iria justificar, nas entrevistas para uma nova recolocação, a justificativa sobre o motivo que havia me desligado da minha última experiência. Será que valeria dizer: porque fui agredida por um gestor que surtou e me trancou em um container iria soar bem a ponto de abrir novas portas. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, certo? Pois bem, a minha cresceu e muito com a lição.
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Olhando sob vários ângulos: uma lição sobre ética.



Era uma vez um lugar árido e cheio de gente. Uma espécie de seres bem diferentes, mas tão humanos como quaisquer outros. Grades cercavam as portas e janelas. Ali todos estavam presos. Cumpriam pena, mas não tinham esse sentimento dentro de si.
No primeiro dia, confesso que estranhei muito todo aquele universo, mas com o tempo pude perceber que seria uma grande escola. Que sairia dali, graduada não apenas em Psicologia, mas em várias formas de ser humano. Passei cerca de dois anos no presídio da cidade, atendendo presos obedecendo a uma lista de nomes por crime cometido. Todo atendimento acontecia no segundo andar e o preso vinha caminhando escoltado até a ponta da escada. Dali para cima era somente eu e ele. Algumas pessoas me perguntavam se eu sentia medo, estranho, mas esse sentimento me ocorreu apenas por duas vezes, mas depois conto sobre isso, porque com certeza, vai render mais uma chuva de história!
Todo preso ficava assentado, de frente para mim e sempre começava do início: contando sobre seu crime. Eram a princípio inocentes e injustiçados, mas quando iam adquirindo confiança, podíamos dizer que o trabalho começava de fato. Ouvi muitas histórias que até então ficavam muito distantes da realidade que vivia. Armas, drogas, mortes, tiros. Fui aprendendo sobre outros valores muito diferentes dos meus. Ali pude viver intensamente a diversidade. E digo com toda propriedade: nunca fui ameaçada ou desrespeitada. Muito pelo contrário!

Foi nesse tempo que aprendi, de verdade, sobre valores e ética. Mais que um monte de motivos que te levam a agir ou um conjunto de regras, percebi que o que vale é a verdade. Por pior que ela seja e com toda naturalidade do mundo. Ao ponto de, em meio a um dos atendimentos, ouvir o seguinte relato: “Sou sequestrador por hobbie. E olha que nunca matei ninguém. Só uma pessoa!” E nesse momento me senti muito mal por nunca ter matado ninguém... A mágica está aí: entender as diferenças, sem perder seus valores.
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Chovendo Histórias!



O Espaço Chovendo Histórias foi criado para dividir com cada um de vocês, histórias que tive o prazer de conhecer ao longo de todos esses anos vivendo intensamente a gestão de pessoas.
Cada personagem desse espaço contribuiu muito para meu desenvolvimento profissional naquilo que se refere a conhecer cada vez mais sobre o ser humano. E mais ainda, conhecer o ser humano e sua relação com o trabalho. 
Muita vida real para compartilhar com vocês. Então...vamos as histórias!
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